
Apaixonado entendedor 1
abril 5, 2010
Eles entendem e são apaixonados por futebol. E ainda por cima decoram.
Esta é maneira como Anjinho, como é conhecido o histórico diretor de arte de Placar Walter Mazzuchelli, define a dupla Celso Unzelte e Paulo Vinícius Coelho, o PVC.
Hoje vamos falar de Unzelte, que torce mais para o Corinthians do que para a seleção brasileira e é um dos maiores historiadores do futebol brasileiro – sem exagero.
Unzelte foi quem aguentou a fúria dos leitores quando Placar semanal acabou em 1990. Ele atendia às ligações e, ao invés de botar panos quentes, aumentava a indignação dos leitores concordando e pedindo a volta da periodicidade semanal.
Aquela fase passou, ele ficou na fase mensal de Placar e foi acumulando histórias. A tal ponto que hoje é professor de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero e tem uma coleção apreciável de revistas sobre esporte. Na sua estante, exemplares que começam antes da Segunda Guerra Mundial, como a Esporte Ilustrado (de 1938 a 55), a revista do Esporte (de 1959 e 60), a Gazeta Esportiva Ilustrada (de 1953 a 67) e toda a Placar, que foi conseguida assim:
- Fazia a seção de Cartas de Placar e chegou uma correspondência de um senhor de Leme, no interior de São Paulo, querendo vender a coleção da revista. A intenção dele era anunciar em busca de interessados. Pensei: ‘essa eu não vou anunciar, não. Essa eu vou buscar na casa dele’. E foi assim. Fui no sábado até lá, com o meu pai, e enchemos o porta-malas do carro de revistas Placar. Voltei de Leme com a coleção inteira, que depois encadernei. Tenho desde a primeira edição, inclusive a moedinha do Pelé, que veio na número 1. Este foi um presente do Lemyr Martins pra mim, conta esse louco por futebol.
Unzelte é apaixonado e entendedor, não tem como negar.