Ao chegar ao andar, uma porta se abre. Logo, ganhamos a sala principal.
O apartamento é desses antigos. Requinte. Cômodos espaçosos.
Estamos no centro de São Paulo, em uma manhã cinzenta de sábado.
À nossa frente, Carlos Maranhão.
Veste um traje casual. Camisa. Calça jeans. Sapato fino. Elegância que só.
Seguimos à biblioteca. Livros, revistas e cd’s dividem o espaço com a coleção de cachimbos. Cuidadosamente guardados.
Maranhão é um leitor voraz. A obra de ‘JK – o artista do impossível’ encontra-se sobre a mesa. O marcador revela: falta pouco para ele terminar a obra de Cláudio Bojunga.
Fazia pouco ele escrevera “Maldição e Glória”, a biografia do escritor Marcos Rey. Texto delicioso, aula prática de como escrever bem.
Vamos ao ofício…
A entrevista começa. Com o gravador à mesa, nosso entrevistado se intimida – a timidez é a sua pior inimiga.
Perguntas certeiras. Conhecemos bem a história de Carlos Maranhão. Ele se surpreende.
Entrevistado por dois jovens estudantes de comunicação, relembra os momentos de ‘Placar’.
Coberturas, bastidores de reportagens, o clima de redação. Tudo é perguntado.
Não demora e os olhos marejam… Lembranças que persistem. Momentos que não se apagam.
À tona, histórias guardadas de um tempo que o futebol bretão era vivido de verdade. Uma época do futebol arte e do amor à camisa que se vestia.
Pausa ao saudosismo.
Saímos da entrevista encantados com Maranhão.
Maranhã é um figura.
Um personagem de si mesmo!





