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Trechos do livro

fevereiro 23, 2010

(…) “A revista foi bolada pelo Hamilton Almeida Filho e Paulo Patarra, para não cometer injustiças. É engraçado isso, porque o Maurício Azêdo e o Aristélio Andrade foram os caras que levaram a ideia, mas não foram os caras que pimpa, pegaram a coisa.” Michel Laurence.

(…) “Eu sempre me interessei em contar histórias do futebol, fazer reportagens sobre o futebol, tentar contar os bastidores, aquilo que acontecia na cabeça dos jogadores, coisas paralelas do futebol. Antes de qualquer definição, eu sou um jornalista.” Carlos Maranhão.

(…) “O ritual das terças-feiras era igual para outros garotos. Acordar e comprar Placar. Comecei a minha vida de Placar como leitor, em 1973. Acordava às terças-feiras e ia para a banca. Era a primeira coisa que eu fazia naquele meu dia. Alguns dias, ela atrasava ou o jornaleiro não chegava com ela. Geralmente, a revista chegava por volta das 8h30. E eu ficava esperando. Em outros, o preço da revista aumentava, aí eu tinha que ir para casa pegar mais dinheiro. Eu era leitor fiel, toda semana comprava. Independente do meu time, o Corinthians, ir bem ou não. Lia a revista na própria terça-feira…” Marcelo Duarte, autor da série Guia dos Curiosos e ex-diretor de redação da Placar.

(…) “Placar e eu começamos praticamente juntos nossa vida no esporte. A revista em 1970; eu no ano seguinte, quando vesti a camisa profissional do Flamengo pela primeira vez. Nesse período, aconteceu uma das reportagens mais marcantes, onde toda a minha família foi reunida para a foto. Esta é a única vez em que todos aparecem juntos com a camisa rubro-negra.” Zico, prefácio do livro “Onde o esporte se reinventa: histórias e bastidores dos 40 anos da Placar”.

(…) “O garoto de 24 anos, barbudinho e comunista, chegava para liderar uma equipe que contava com repórteres experientes. Na edição de 15 de março de 1974, cuja capa trazia a fórmula da força dos exercícios físicos da seleção brasileira – com os preparadores Carlos Alberto Parreira e Raul Carlesso contando sobre os aprendizados internacionais – o expediente trazia como chefe de reportagem José Carlos Kfouri, no lugar de Hedyl Valle Júnior, que passou à função de chefe de redação… Entre os repórteres orientados por Juca, em São Paulo, Michel Laurence, José Maria de Aquino e Carlos Maranhão. No Rio de Janeiro, José Trajano e Raul Quadros; em Porto Alegre, Divino Fonseca.” Trecho do livro.

(…) “Intitulada de Deus é alegria, Deus é Corintians (sem o h), a matéria ganhou página dupla e destacou, na época, um outro lado do recém-empossado Cardeal de São Paulo (Dom Paulo Evaristo Arns). Relatou a história de um homem que, na solidão do Palácio Episcopal, sofria em frente à tevê pelas derrotas e conquista de seu time do coração: o Corinthians, um clube que, aliás, aprendeu a torcer por causa de seu grande amor ao povo da cidade. Tudo o que puder fazer pelo Corinthians, eu faço!, reforçara o Cardeal a Maranhão na apresentação de seu texto, nas páginas 9 e 10 daquela edição.” Trecho do livro

(…) “De fato, o automobilismo só tinha a ganhar com a chegada de Placar Todos os Esportes. Se a missão era ir além e abordar os outros esportes, o deleite era óbvio. Os repórteres estavam no caminho certo. O passo para uma revista plural em todas as modalidades e o fim da monocultura futebolística pareciam sem volta. Mas, a paixão pela revista, marca maior de todas as entrevistas feitas pelos repórteres, ficou evidenciada na mudança promovida na Placar, em 1984.” Trecho do livro

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