Fui surpreendido no domingo de Páscoa.
E não foram com cestas de ovos de chocolate.
Recebi a moedinha do Pelé na Placar.
Não há quem não fale dela, não há quem não queira uma.
A minha chegou pelas mãos carinhosas de meu pai.
Ele olhava, xeretava e vasculhava a feirinha do Masp, na avenida Paulista, quando se deparou com a relíquia.
Firmou o olho, observou a origem, checou os detalhes e viu um cuidadoso exemplar, que vinha no embrulho que acompanhava a edição número 1 de Placar em março de 1970.
A ideia de Victor Civita, o fundador da Abril, de reproduzir o símbolo da sorte do Universo Disney para o mundo esportivo, que depois salvou os jornalistas placarianos em muitas ocasiões (essas histórias são ótimas e estão em destaque no livro), agora faz parte da minha história com a Placar.
Nesse presente, só tenho que elogiar meu velho, que deve ter pegado emprestado a persistência dos repórteres da Placar para achar a moedinha.
E ajuda de pai, como falou o Unzelte abaixo, vale ouro.
Márcio Kroehn

