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O designer que driblou a Fifa – Folha de S.Paulo 17/06/2010

junho 19, 2010

ReproduçãoPor Estêvão Bertoni

O e-mail que fez os olhos de Douglas Kawazu, o Doug, se encherem de lágrimas chegou quando ele estava prestes a viajar para o Japão.

Naquele fim de 2005, o rapaz trabalhava como designer na editora Abril. Fanático pelo São Paulo, havia vendido o que podia para comprar a passagem aérea e ver seu time na final do Mundial de Clubes, na terra de seus avós.

Foi aí que teve a ideia de se passar por “fotógrafo autônomo” e tentar uma credencial de imprensa. O e-mail que o emocionou era da Fifa e o autorizava a acompanhar o jogo de dentro do campo.

Com 1 a 0 sobre o Liverpool, o São Paulo consagrou-se tricampeão mundial. Doug estava lá, virando cambalhota e dando a volta olímpica com os jogadores.

Acabou relatando a experiência no texto “Driblei a Fifa”, publicado na “Playboy”.

Nascido em SP, era filho de um bancário aposentado e de uma dona de casa. Seu primeiro emprego foi como representante da Apple, o que o tornou um apaixonado pelos produtos da empresa.

Formado designer gráfico, passou por revistas da Abril. Recentemente, abrira uma empresa com amigos, onde criava aplicativos para iPhone. Era um rapaz sorridente, inteligente e discreto. No fim do ano, iria se mudar de vez para o Japão, com a irmã.

No sábado, ao voltar de um evento em São Carlos, sofreu um acidente com a moto, outra de suas paixões.

Morreu aos 27. A missa de sétimo dia será amanhã, às 19h30, na igreja São Francisco de Assis, em SP. Os amigos vão homenageá-lo levando passarinhos de origami (tsuru), que ele costumava fazer.

Fonte: Folha de S.Paulo  

3 comentários

  1. Hoje, há poucos minutos recebi essa notícia drástica da boca de sua mãe, Márcio, e foi com o coração apertado de dor que ela falou do fim…
    Confesso que não me caiu a ficha, e talvez, infelizmente, por não ser uma das pessoas mais presentes na vida dele; mas GRAÇAS A DEUS de uma maneira pequena fiz parte dela. É com um pouco de falta de ar, muita dor de cabeça, com o rosto todo molhado, e meu coração desolado que olho para a pequena mexa de cabelo vermelho “daquele japonês” deixada como lembrança para mim dentro de um tubo de ensaio que recordo de todos os momentos alegres que ele me proporcionou, da amizade LINDA que juntos contruímos. Dô foi alguém especial que apareceu na minha vida, vivemos algo platônico…Hoje choro a falta de alguém que não foi presente diariamente, mas que sempre esteve aqui, no meu coração!

    AS VEZES PESSOAS RUÍNS MORREM E NÓS TOMAMOS O DIREITO DE JULGAR E DIZER, AQUELE LA MERECEU…
    MAS DEUS, NÃO LEVA SOMENTE OS RUÍNS, ELE QUER PERTO DELES, OS BONS, OS MELHORES DE TODOS, E COM ESSE PENSAMENTO É QUE TENTO ME CONFORTAR DA VIAGEM ETERNA DO DÔ.

    com saudades sem fim…


  2. Tive uma oportunidade única, apesar de curta, de trabalhar próxima ao Doug no projeto da capa deste livro com os autores, Bruno e Márcio. É com orgulho e com emoção que presto, ao lado de todos, homenagem tão carinhosa dos tsurus. Aqui da França fiz alguns e entreguei para um grupo de criança, hoje em um dos muitos parques daqui. Lu Magalhães


  3. Sem palavras… somente emoção!

    Vibrante, Doug!

    Até breve…



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