Archive for the ‘Carlos Maranhão’ Category

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Persona de si mesmo

março 19, 2010
Arquivo Carlos Maranhão

Maranhão na redação de Placar

Ao chegar ao andar, uma porta se abre. Logo, ganhamos a sala principal.

O apartamento é desses antigos. Requinte. Cômodos espaçosos.

Estamos no centro de São Paulo, em uma manhã cinzenta de sábado.

À nossa frente, Carlos Maranhão.

Veste um traje casual. Camisa. Calça jeans. Sapato fino. Elegância que só.

Seguimos à biblioteca. Livros, revistas e cd’s dividem o espaço com a coleção de cachimbos. Cuidadosamente guardados.

Maranhão é um leitor voraz. A obra de ‘JK – o artista do impossível’ encontra-se sobre a mesa. O marcador revela: falta pouco para ele terminar a obra de Cláudio Bojunga.

Fazia pouco ele escrevera “Maldição e Glória”, a biografia do escritor Marcos Rey. Texto delicioso, aula prática de como escrever bem.

Vamos ao ofício…

A entrevista começa. Com o gravador à mesa, nosso entrevistado se intimida – a timidez é a sua pior inimiga.

Perguntas certeiras. Conhecemos bem a história de Carlos Maranhão. Ele se surpreende.

Entrevistado por dois jovens estudantes de comunicação, relembra os momentos de ‘Placar’.

Coberturas, bastidores de reportagens, o clima de redação. Tudo é perguntado.

Não demora e os olhos marejam… Lembranças que persistem. Momentos que não se apagam.

À tona, histórias guardadas de um tempo que o futebol bretão era vivido de verdade. Uma época do futebol arte e do amor à camisa que se vestia.

Pausa ao saudosismo.

Saímos da entrevista encantados com Maranhão.

Maranhã é um figura.

Um personagem de si mesmo!

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Van Gogh dos Pampas

março 18, 2010

Quem o conheceu, conta que sua alegria era contagiante.

Com uma lente nas mãos, fazia o click de uma simples fotos se transformar em uma pintura.

Vem daí o seu apelido: Van Gogh dos Pampas.

O gaúcho JB Scalco marcou Placar.

– Chefinho, se prepara que hoje eu fiz três capas. Era este o jeito dele de chegar na redação e falar para Juca Kfouri o que tinha registrado de um jogo ou de um treino.

Era tão querido, tão querido, que seus colegas de redação iam ler a revista para ele quando estava em coma, no hospital.

Faleceu jovem; e levou com ele a categoria de quem produziu imagens brilhantes, como estas abaixo, que hoje brilham na parede de Carlos Maranhão.

Reprodução/Arquivo Carlos Maranhão

Reinaldo equilibra a bola na Copa do Mundo de 1978: elasticidade, suor e leveza

Reprodução/Arquivo Carlos Maranhão

Falcão explode de emoção no gol contra a Itália, na Copa do Mundo de 1982: emoção a flor da pele

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Quem é quem?

março 13, 2010
Arquivo Carlos Maranhão

O destacado Carlos Maranhão a frente da redação de Placar. Você consegue identificar alguém? Ajude-nos a descobrir quem faz parte desse time

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Fabuloso mundial

março 9, 2010

Arquivo Pessoal Juca Kfouri

Carlos Maranhão, Marcelo Rezende e Juca Kfouri (da esq. para a dir.) são observados pelo imenso cartaz de Pelé na Copa do Mundo de 1982. A Espanha estava pintada de verde e amarelo, mas Placar teve que escrever a história dos derrotados