Archive for the ‘Márcio Kroehn’ Category

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Placar de Copas do Mundo

junho 10, 2010

DivulgaçãoEste é o artigo distribuído para a imprensa neste período especial do futebol mundial.

* Por Márcio Kroehn

A revista Placar tem o seu placar de Copas do Mundo. Até o jogo de abertura nesta sexta-feira, 11 de junho, na África do Sul, terão sido 10 torneios que passaram pelas páginas da revista. A seleção brasileira ganhou três títulos em quatro finais disputadas – um saldo para lá de positivo, mas que deve ser medido de outra maneira na contabilidade particular da Placar. As vitórias estão na beleza da cobertura esportiva. Nas três Copas da década de 1970, o mundo era praticamente em preto e branco e a televisão um luxo. Por isso, a revista trouxe imagens coloridas com sequências de lances dos gols, como se fossem tirinhas de histórias em quadrinhos. Nos dois torneios dos anos 1980, fotos que destacavam o balé do jogo e textos que levavam o leitor para dentro da magia dos 90 minutos de bola rolando. Nas três Copas seguintes, nos anos 1990, a evolução da tecnologia transpareceu nas páginas da revista: um torneio totalmente analógico na Itália, em 1990, e o universo digital tomando conta oito anos mais tarde. Pelas mãos do então diretor de redação Marcelo Duarte, Placar montou uma estrutura de redação para fazer toda a edição na França. A chegada do novo século e os anos 2000 quebraram a barreira do meio único da comunicação: mais que uma revista, Placar é uma marca que deve ser explorada na internet, no telefone celular, em imagens de DVD e onde mais o leitor apaixonado quiser boa informação sobre futebol.

É a adaptação quase natural de Placar, que inventa e reinventa sua trajetória. Em um tempo distante, a revista traduziu a emoção que a televisão ainda trazia timidamente aos telespectadores. Mais recentemente, soube complementar o brilho magnético do show de imagens. E qual teria sido o grande destaque? Nesses anos todos, há quase unanimidade: foram as edições que trouxeram os bastidores da Copa do Mundo de 1982. A dolorida derrota da seleção de Telê Santana não apagou o brilho do trabalho de Juca Kfouri, Carlos Maranhão, Marcelo Rezende e do fotógrafo JB Scalco – o Van Gogh dos pampas. As edições da revista tabelam com Zico, Falcão, Sócrates, Cerezo e companhia. E jogam ao lado do torcedor, com toda a carga de sentimento que o Brasil experimentou naquela Copa em solo espanhol. Hoje, as páginas de Placar estão envelhecidas pelo tempo, mas conservam a emoção do sangue correndo rápido após as vitórias e as lágrimas desesperadas que encerraram a trajetória de uma equipe que encantou o mundo.

Mas, abraçar apenas as edições de 1982 é cometer uma bárbara injustiça com a equipe que esteve no México em 1970. O tricampeonato brasileiro foi o mais importante evento na vida de Placar. E não apenas pela vitória. A revista estava nascendo, mas soube montar uma equipe que formou o DNA que seria passado para as gerações seguintes. O leitor veria nas edições que antecederam a Copa reportagens críticas e elucidativas sobre o ambiente da seleção. Era o enfrentamento que o regime militar detestava. Na fase de preparação da seleção brasileira, José Maria de Aquino, Lemyr Martins e Michel Laurence chegaram a ser barrados e considerados subversivos aos interesses do time verde-amarelo. “Escreviam nas entrelinhas”, disse um militar. Zé Maria respondeu que nas entrelinhas só havia espaço em branco. E ele publicaria tudo, com todas as letras, o que era de interesse do leitor. Foi a frase determinante para formar o caráter de Placar.

O interessante nessas histórias de Copa da revista são os ciclos que acontecem após o torneio mundial. Em 1982, Placar teve que se reinventar para sobreviver. Em 1970, a revista explorou nos meses seguintes a conquista e foi se mantendo firme nas bancas. Placar vive ou morre, nasce ou renasce a cada quatro anos. E esse período quadrienal ficou evidente na Copa do Mundo de 2002. A revista tinha praticamente encerrado suas atividades em janeiro daquele ano, mantendo uma estrutura enxuta para cobrir a Copa na Coreia-Japão. Sérgio Xavier Filho, Arnaldo Ribeiro e o fotógafo Alexandre Battibugli eram praticamente os únicos que restaram para levantar a bandeira da revista. A aposta foi produzir materiais complementares aos jogos da seleção brasileira. Deu tão certo que a conquista do pentacampeonato exigiu a produção de um DVD, que vendeu cópias suficientes para fazer a revista renascer.

Nesta primeira Copa do Mundo em solo africano, Placar não vai ser ingênua de encarar as redes de televisão. A promessa é que este seja o torneio com o maior número de geração de imagens. Para uma revista, é concorrência desleal. Mas lembre-se que Placar é, hoje, uma marca. E é com ela que Sérgio Xavier e sua equipe vão a campo. Placar estará em formato de jornal e na internet, com blogs e reportagens especiais. Quem sabe até vídeos especiais sejam produzidos e, principalmente, algumas surpresas que possam encantar os apaixonados leitores. Ao final, após 11 de julho, não importa qual tenha sido a seleção vencedora – apesar do Dunga, que seja a brasileira –, mas qual será a nova vitória que Placar colocará na sua sala particular de troféus.

 * Márcio Kroehn, editor-assistente da revista IstoÉ Dinheiro, é o autor com Bruno Chiarioni do livro “Onde o esporte se reinventa: histórias e bastidores dos 40 anos de Placar”, lançado pela Primavera Editorial.

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Jornal da CBN

abril 16, 2010

ReproduçãoOuça a entrevista de Márcio Kroehn para o jornalista Heródoto Barbeiro, da rádio CBN, clicando aqui.

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CBN Esporte

abril 10, 2010

ReproduçãoOuça o bate-papo entre Márcio Kroehn e o jornalista Carlos Eduardo Eboli, da rádio CBN, clicando aqui.

O programa CBN Esporte foi ao ar no domingo de Páscoa, 4 de abril.

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Sorte grande

abril 6, 2010

ReproduçãoFui surpreendido no domingo de Páscoa.

E não foram com cestas de ovos de chocolate.

Recebi a moedinha do Pelé na Placar.

Não há quem não fale dela, não há quem não queira uma.

A minha chegou pelas mãos carinhosas de meu pai.

Ele olhava, xeretava e vasculhava a feirinha do Masp, na avenida Paulista, quando se deparou com a relíquia.

Firmou o olho, observou a origem, checou os detalhes e viu um cuidadoso exemplar, que vinha no embrulho que acompanhava a edição número 1 de Placar em março de 1970.

A ideia de Victor Civita, o fundador da Abril, de reproduzir o símbolo da sorte do Universo Disney para o mundo esportivo, que depois salvou os jornalistas placarianos em muitas ocasiões (essas histórias são ótimas e estão em destaque no livro), agora faz parte da minha história com a Placar.

Nesse presente, só tenho que elogiar meu velho, que deve ter pegado emprestado a persistência dos repórteres da Placar para achar a moedinha.

E ajuda de pai, como falou o Unzelte abaixo, vale ouro.

 Márcio Kroehn

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De molho

março 29, 2010

Ontem me senti como o Celso Kinjô.

Às vésperas da Copa do Mundo de 1982, ele sofreu um acidente e precisou imobilizar as pernas.

Juca Kfouri, que estava na Espanha, se programou para voltar imediatamente ao Brasil.

Mas Kinjô mandou o recado decisivo, com o seguinte sentido: “estou bem! Não escrevo com as pernas e posso cuidar de Placar”.

Juca ficou na Europa, Kinjô tocou a revista no Brasil e Placar fez uma das mais apaixonantes coberturas de uma Copa do Mundo em revista.

Domingo de manhã, correndo a primeira etapa da corrida de rua Track&Field, em São Paulo, pisei em um buraco e torci o pé.

Abandonei os 10K ainda no começo, fui para o hospital e ganhei uma botinha de gesso com a recomendação: pé pra cima durante uma semana para o inchaço diminuir. Depois, outra avaliação será feita para avaliar o tamanho da encrenca.

Como o Kinjô, vou continuar tocando a rotina. Mas ontem, com a frustração e a dor, o blog ficou em branco.

Ou seria melhor dizer que ficou de luto?

Hoje, de fato, ele está.

Um dos mais importantes jornalistas brasileiros foi recebido por Garrincha e Canhoteiro hoje cedo na porta dos céus.

Devem tê-lo levado para um lugar com uma máquina de escrever a vista privilegiada para o campo dos sonhos.

Armando Nogueira, aos 83 anos, não resistiu à sua brava luta contra um câncer de cérebro havia pouco mais de três anos. Mestre Armando Nogueira é dono de uma poesia suprema e sublime.

Não é fácil falar pouco de quem é referência na profissão e no futebol.

Ao assistir ao Jornal Nacional de hoje, uma das criações de Armando Nogueira, reverencie quem lutou muito pela dignidade da informação no Brasil.

Falo por mim e pelo Bruno, porque estamos tristes. 

Márcio Kroehn

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Em família

março 26, 2010

ReproduçãoPode ser entre pai e filho (Mauro e Joelmir) ou entre primos (Mauro e Erich).

Em comum, sempre o sobrenome.

O bate-papo esportivo acontece no Beting & Beting, programa da BandSports – Net (150) e TVA (46).

Márcio Kroehn esteve hoje cedo, as 10h30, ao vivo com os primos falando do livro e do meio de semana esportivo, como a crise no Santos – ora, “só” quatro gols na rodada do Paulistinha é muito pouco…

Vale a pena procurar a reprise no final de semana.

Se não achar a repetição na grade, cobre no betingebeting@bandsports.com.br

Porque o papo foi bacana demais, desses que a gente tem em família.

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Vitória

março 25, 2010
Reprodução

Márcio Kroehn e Bruno Chiarioni, com Lu Magalhães, presidente da Primavera Editorial: mais de 200 pessoas foram ao Museu do Futebol conhecer o livro com as histórias de Placar

Esta foto é bem do comecinho.

Esses livros bem empilhados foram parar nas mãos das duas centenas de pessoas que prestigiaram o lançamento de “Onde o esporte se reinventa: histórias e bastidores dos 40 anos de Placar”.

A noite agradável, o local convidativo e a presença de todos que dividiram conosco o seu carinho engrandecem ainda mais o livro.

Podemos dizer que foi uma vitória. E daquelas emocionantes.

Porque cada um de nós que participou desse processo todo – autores, designer, equipe da Primavera Editorial, da Printec (assessoria de imprensa) e da agência e/ou – sentiu a felicidade de um atleta ao final de um clássico.

Sabemos que foi um jogão, com uma grande torcida, mas temos que continuar ganhando os jogos para levantar o caneco do nosso campeonato particular.

Vamos em busca dele.