Archive for the ‘PVC’ Category

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Apaixonado entendedor 2

maio 11, 2010

DivulgaçãoProvavelmente você leu a primeira parte dessa história com Celso Unzelte, que está aqui.

Hoje, dia da convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo da África do Sul, vamos falar do segundo fanático-alucinado Paulo Vinícius Coelho. Ou, simplesmente, PVC.

PVC é considerado um dos únicos jornalistas que entendem de tática e podem discutir de igual para igual com os treinadores. E quem afirma isso são os técnicos, não os leigos.

Mas sua história com a paixão pelo futebol e a precisão jornalística começaram cedo. E no continente africano.

Pouco antes da Copa de 1994, nos EUA, PVC e o fotógrafo Nelson Coelho foram à África mapear o futuro do futebol mundial. A teoria na época era que lá estava a esperança de ver um bom futebol jogado novamente.

Eles voltaram com um grande material, que rendeu uma matéria belíssima (quem tem o livro, poderá ler na íntegra).

E a prova da importância dessa viagem veio na elaboração do Guia da Copa de 1994 de Placar.

– Delirei quando fizemos o Guia da Copa de 94. Porque é o melhor Guia de Copa que a Placar fez -, diz, eufórico, PVC.

Mas por que essa alegria toda? É melhor você ler as palavras de PVC, que parecem a descriação do seu perfil, com a emoção crescendo até o desfecho:

– Fiz a maior parte daquele Guia porque eu era o cara mais tarado por futebol internacional na Placar naquela época. Levantei a ficha de todo mundo. Chegamos a conclusão de que fecharíamos no dia em que fossem soltas as listas de todos os jogadores. Se tivesse uma mudança, dava tempo de trocar e resolvia o problema rapidinho. Mas para isso era preciso ter o maior índice possível de acerto. No dia que saiu as listas, erramos um sul-coreano e trocamos. Este Guia da Copa de 1994 foi, de todos esses guias que tem ficha técnica, a mais precisa. Agora, ninguém mais espera as convocações. O índice é de 60% dos jogadores que estão na Copa e 40% que não estão. O Guia da Copa de 94 tinha todo mundo, exceto o Erickson, da Suécia, e o Ricardo Gomes, do Brasil, porque eles foram inscritos e depois cortados. Então, faltam dois jogadores: o Lucit, da Suécia, e o Ronaldão. Mas eu delirei mesmo  foi quando apareceu o Rigobert Song, de Camarões. ‘Caralho!, fui eu que descobri esse cara’. Aí eu fui lá na coleção da Placar e peguei a reportagem. Estava lá a entrevista do Song, com 17 anos. Eu entrevistei ele em 93, um ano antes. Ele falando de como a geração dele ia ser mais vitoriosa do que a geração do Roger Milla.

Precisa mais? PVC transpira alegria por futebol. E faz questão de deixar isso claro. Porque disse com propriedade que um cronista de esporte não pode ser menos apaixonado que o torcedor.

É por isso que é imperdível o blog dele na ESPN Brasil e as colunas na Folha de S. Paulo.

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Apaixonado entendedor 1

abril 5, 2010

Reprodução Niels Andreas/BrasileirosEles entendem e são apaixonados por futebol. E ainda por cima decoram.

Esta é maneira como Anjinho, como é conhecido o histórico diretor de arte de Placar Walter Mazzuchelli, define a dupla Celso Unzelte e Paulo Vinícius Coelho, o PVC.

Hoje vamos falar de Unzelte, que torce mais para o Corinthians do que para a seleção brasileira e é um dos maiores historiadores do futebol brasileiro – sem exagero.

Unzelte foi quem aguentou a fúria dos leitores quando Placar semanal acabou em 1990. Ele atendia às ligações e, ao invés de botar panos quentes, aumentava a indignação dos leitores concordando e pedindo a volta da periodicidade semanal.

Aquela fase passou, ele ficou na fase mensal de Placar e foi acumulando histórias. A tal ponto que hoje é professor de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero e tem uma coleção apreciável de revistas sobre esporte. Na sua estante, exemplares que começam antes da Segunda Guerra Mundial, como a Esporte Ilustrado (de 1938 a 55), a revista do Esporte (de 1959 e 60), a Gazeta Esportiva Ilustrada (de 1953 a 67) e toda a Placar, que foi conseguida assim:

– Fazia a seção de Cartas de Placar e chegou uma correspondência de um senhor de Leme, no interior de São Paulo, querendo vender a coleção da revista. A intenção dele era anunciar em busca de interessados. Pensei: ‘essa eu não vou anunciar, não. Essa eu vou buscar na casa dele’. E foi assim. Fui no sábado até lá, com o meu pai, e enchemos o porta-malas do carro de revistas Placar. Voltei de Leme com a coleção inteira, que depois encadernei. Tenho desde a primeira edição, inclusive a moedinha do Pelé, que veio na número 1. Este foi um presente do Lemyr Martins pra mim, conta esse louco por futebol.

Unzelte é apaixonado e entendedor, não tem como negar.